Estudo brasileiro identifica que uso de CO₂ supercrítico eleva QUALIDADE da cerveja em 20%
A inovação técnica reside na substituição dos solventes convencionais (muitas vezes derivados de petróleo) pelo dióxido de carbono em estado supercrítico — uma fase intermediária entre líquido e gás obtida sob alta pressão e temperatura. O processo atua como um solvente "limpo", penetrando profundamente na matriz vegetal para isolar óleos essenciais sem deixar resíduos químicos, garantindo um extrato Clean Label. Segundo Levi Pompermayer Machado, pesquisador líder do projeto, a técnica preservou as características de "terroir" do lúpulo, um diferencial crítico para o mercado de cervejas artesanais e premium que buscam perfis sensoriais únicos.
Além da superioridade qualitativa, a mudança para extratos de lúpulo via CO₂ traz ganhos logísticos e de sustentabilidade massivos. Ao converter a flor ou o pellet em óleo, a indústria reduz drasticamente o volume de transporte e armazenamento, mitigando a pegada de carbono da cadeia. No contexto brasileiro, onde 99% do lúpulo é importado, essa tecnologia pode ser a chave para tornar a produção nacional economicamente viável.
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